11 de jan de 2009

Nacionalismo de Esquerda X Nacionalismo de Direita

          Há uma longa e íngreme distância entre essas duas formas de nacionalismo. Não que o sentimento de amor e dedicação à pátria possa ter discrepâncias, mas a forma de entender e conduzir esse sentimento traduzido na forma de política pública é que é  completamente diferente – isso para não dizer que um é o oposto do outro. O nacionalismo de direita – aquele com suspeitas de fascismo – costuma ignorar a política econômica: talvez de tanto perseguir comunistas, acaba esquecendo que o sistema é capitalista; na verdade, um governo nacionalista de direita centra seus esforços demasiadamente na tentativa de impor ordem moral na sociedade – é como um pai que criou mal seu filho e, portanto, agora precisa obrigá-lo a agir de maneira digna. Conseqüentemente, tal modelo torna-se incapaz de promover reformas e políticas adequadas para a grandeza da nação, simplesmente acabam seguindo modelos econômicos ortodoxos mal concebidos que só causa mais e mais espoliação internacional, só traz mais e mais domínio econômico de países mais avançados sobre a nação. Em outras palavras, o nacionalismo de direita chega a ser até bonito no dia-a-dia: todos cantando o hino nacional, a bandeira tremula cá e acolá, as forças armadas estão bem equipadas, enfim; mas na essência, esse modelo só desgasta a nação porque não toca a fundo naquilo que realmente é importante para o bem geral da nação: a política econômica adequada; sua deixa para liberalizar a economia é um prato cheio para o imperialismo das nações mais adiantadas. Esse modelo de nacionalismo de direita é um grande conhecido nosso: é o modelo implantado pela ditadura militar. Após o fim da ditadura, com as eleições diretas em 1989, o modelo persistiu, porém parece-me que a palavra nacionalismo foi bem reduzida e a palavra direita foi bem aumentada. Esse novo nacionalismo de direita (mais de direita e menos nacionalismo) foi seguido até o presente momento (11 de janeiro de 2009) por todos os governos que assumiram a presidência da república nesse país, inclusive o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva que não teve coragem de mudar uma vírgula do plano econômico. Esse modelo causou pobreza, fome, miséria, desordem social, corrupção, afavelamento, impostos absurdos, invasão de importados, minimizou o potencial econômico brasileiro, nos manteve subdesenvolvidos e o que é pior: conseguiu – por meio da manipulação midiática de impérios da comunicação – fazer com que o povo aceitasse tudo isso como se fosse algo normal. Arrancou o sonho nacional do coração dos brasileiros.

Bandeira 3          Dessa forma, uma coisa é certa: nacionalismo de verdade, é o nacionalismo de esquerda. Esse modelo sabe bem o que quer. A política econômica é prioridade, o trabalhismo, o empreendedorismo a laboriosidade, a soberania nacional são mais que princípios, são doutrinas. Esse modelo é aquele adotado pelos primeiros governos dos EUA que fizeram deste, a maior potência econômica mundial. Claro, é tolice das maiores acreditar que se pode fazer uma nação forte sem ter um modelo econômico eficiente. Nada traz mais resultados positivos na qualidade de vida, na educação, na saúde, na ordem e no progresso do que um elevado grau de emprego e renda e a adequada distribuição dessa renda entre as pessoas. Possivelmente não é por acaso que o Brasil é o país de grandes proporções com a maior disparidade de renda do mundo há mais de 40 anos. Os trabalhadores têm salários míseros, pagam uma carga tributária fora de qualquer racionalidade, recebem serviços com tamanha precariedade que parecem ser oriundos de instituições da idade média e precisam conviver dia após dia com insegurança, bandidagem e ambiente público sujo e mal feito e alarmantemente depredado. O Nacionalismo de Esquerda é a única solução para fomentar a industrialização maciça, a tecnologia, o desenvolvimento de forças produtivas nacionais e o máximo aproveitamento da união dessas forças produtivas tal como do comércio justo e racional (justo e racional) com outras nações. O Brasil foi esquecido há quase 45 anos atrás, mas há de chegar o dia em que a nação brasileira terá o que merece: justiça, igualdade e liberdade. Basta seguir o modelo adequado.