21 de abr de 2009

217 Anos

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O que houve com Tancredo?

Esta é uma pergunta que para mim ainda não tem resposta. Hoje é o aniversário da sua morte, que aconteceu pouco antes da hora programada para sua posse em 21 de Abril de 1985. Uma morte muito estranha, que já teve pelo menos duas versões diferentes contada pelos médicos que cuidaram de Tancredo.

Não obstante, o garçom que cuidava de Tancredo, João Rosa, morreu um dia depois, de forma bastante parecida. Ambos tiveram hemorragias repentinas, e tiveram de ser internados às pressas. Ambos estavam com bactérias muito resistentes e incomuns alojadas no corpo.tancredo_neves

Tancredo Neves era um bom homem. Sábio, firme e serene, tinha todas as qualidades para fazer um governo sem par na história brasileira. Era apoiado por grandes nacionalistas como Leonel Brizola, além da ávida afinidade com a tradição do maior estadista da nossa história: Getúlio Vargas. Tancredo era uma grande esperança para todo povo brasileiro.

Já se sabe que Paulo Maluf, candidato do PDS na época (representava a continuidade da ditadura) tentava articular um golpe contra Tancredo. No programa Roda Viva da TV Cultura, o general Newton Cruz falou que foi procurado em outubro de 1984, quando era comandante militar do Planalto, por Paulo Maluf, que propôs um golpe militar contra Tancredo, assegurando que seu adversário estava gravemente doente. Sabe-se inclusive, que a base de apoio de Tancredo já arquitetava a resistência contra um possível golpe. E ainda, descobriu-se que os próprios militares haviam pendurado no Palácio do Planalto faixas com o símbolo do Partido Comunista (na época ilegal) escrito “chegaremos lá” – estratégia para justificar um golpe contra Tancredo. Como era evidente que nas condições da época, um novo golpe não teria sucesso, a forma mais fácil era envenenar (ou, se preferir, infectar) Tancredo.

Outra suspeita: o apoio de Antônio Carlos Magalhães para Tancredo, é algo difícil de admitir. Um dos maiores coronéis da ditadura, apoiava o candidato oponente? Muito estranho. Sem falar do apoio do abominável Roberto Marinho! Sem comentários. Mas tudo parece se encaixar quando aparece a figura do vice-presidente, que por sinal acabou assumindo a presidência: José Sarney, mais um coronel dicidente da ditadura. Dizem as más línguas que certo dia Sarney foi visitar Tancredo no hospital, e lhe perguntou: “o que posso fazer para ajudar?” Tancredo teria respondido: “pode começar tirando o pé da mangueirinha de Oxigênio”. Piadas de mal gosto à parte, o que se sabe é que Sarney não executou nenhuma das propostas da campanha de Tancredo.

Embora tarde, é importante que se faça uma minunciosa investigação. Há que se apurar os fatos e abrir os documentos secretos da ditadura. Se é que esses documentos ainda existem. Não só a morte de Tancredo, mas de Jango, de Juscelino, entre outras ocorridas no período militar têm explicações muito parciais e para o bem da história devem ser abstraídas.

20 de abr de 2009

É hora de reforma!

          Depois de 45 anos desde o grande golpe estadunidense contra as reforormas no Brasil (abril de 1964), este é o momento mais oportuno para que se revertam essas pendências históricas. Não há país desenvolvido no mundo que não tenha realizado as reformas clássicas, como é, por exemplo, a Reforma urbana, tributária, política, administrativa, fiscal, trabalhista e agrária. Elas são imprescindíveis para que o Brasil alcance um desenvolvimento sólido e sustentával e para melhorar o padrão a qualidade de vida do povo brasileiro. Sem as reformas, jamais resolveremos nossos problemas sociais. Até porque, a cada ano que passa se torra mais e mais dinheiro público para tentar minimizar problemas que se rosolveriam absolutamente com as reformas, coisa que, aliás, gerou impostos incompatíveis para um adequado desenvolvimento econômico nacional.